Abaixo o spam, parte II
Eu falava aqui
recentemente da iniciativa do Comitê Gestor de ficar de olho na Porta
25 para evitar o spam. Outro dia encontrei o Paulo Prado, gerente de
produtos da Symantec Brasil, e levantei o tema com ele. Paulo me enviou
este interessante e-mail sobre o assunto:
"A chamada Porta 25
das máquinas é a porta utilizada para intercomunicação entre os
servidores responsáveis pelo tráfego de email. Um endereço IP (isto é,
um endereço de internet) completo tem sempre uma porta associada ao
serviço que ele está utilizando – para o HTTP (web) é a 80, para o
HTTPS (nvavegação segura) é a 443 e assim por diante. SMTP ou Simple
Mail Transfer Protocol é o protocolo da internet responsável pela troca
de e-mails e usa essa porta 25. O problema é que tipicamente as
máquinas que tratam de e-mail muitas vezes atuam como proxies
(servidores intermediários) para a passagem das mensagens a outros
servidores até chegarem ao seu destino final (de uma certa forma são
máquinas “abertas”, mas que seguem a filosofia original de interconexão
da internet). O que se propõe no CERT.br é um gerencimento mais efetivo
desta porta como forma de coibir a atuação de spammers."
Como
eu dizia, a ideia do Comitê é que os provedores fiquem de olho nessa
porta para que o spam, quase sempre enviado automaticamente, não chegue
em massa a nós, usuários. Naturalmente, uma filtragem que deve ser
feita com cuidado, como todas as filtragens.
O papel das redes
de máquinas-zumbis no aumento do spam é notório, pois boa parte das
máquinas infectadas acaba servindo de desvio para os spammers enganarem
os provedores. Veja na figura do Comitê Gestor como as linhas vermelhas
tracejadas (do spam) se aproveitam de máquinas residenciais infectadas
por vírus e passam direto pelos provedores de email.



